quinta-feira, 31 de março de 2011

MEDIDAS DA ANVISA PROVOCAM DEBATE ENTRE FUMICULTORES E ESPECIALISTAS DA SAÚDE


As restrições à produção e comercialização do tabaco no estado e no país, que poderão ser implementadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), estão gerando manifestações entre representantes do setor fumageiro e de lideranças políticas.Em 2010 a ANVISA anunciou as consultas públicas nº 112 e nº 117. A primeira trata da adição de sabores e aromas aos produtos de tabaco e prevê a proibição de aditivos como chocolate,baunilha,morango e menta que tornam o cigarro mais palatável e, portanto, mais atrativo,especialmente para crianças e adolescentes, público alvo da indústria do cigarro. Já a consulta pública nº117 prevê advertências em maços, pacotes e caixas de produtos de tabaco e restringe a publicidade para as partes internas dos pontos de venda. Conforme o Instituto Nacional do Cancêr (INCA) http://www2.inca.gov.br, estas medidas resultam do reconhecimento de que a expansão do tabagismo é um problema mundial, que mata cerca de 5 milhões de pessoas anualmente em todo o mundo. Número esse que poderá dobrar nos próximos dez anos, caso as tendências de consumo não sejam revertidas.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Banco Mundial, o tabagismo é uma doença pediátrica , pois a idade média da iniciação é de 15 anos . E, a cada dia 100 mil jovens começam a fumar, sendo que 80% vivem em países em desenvolvimento.
Com estas ações problemas pulmonares e cancerígenos,ocasionados pela grande demanda de consumo dos cigarros poderão ser minimizados. Mas, por outro lado essas restrições poderão afetar significativamente a economia dos municípios que dependem da fumicultura.
Conforme dados da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul(FAMURS) http://www.famurs.com.br, o setor fumageiro rendeu, em 2010, R$ 56,2 milhões em ICMS aos 304 municípios gaúchos produtores de tabaco. As economias mais beneficiadas no estado são Venâncio Aires (R$ 3.730.758,09), Santa Cruz do Sul (R$ 2.670.630), Vera Cruz (R$ 2.394.173) e Candelária (R$ 2.364,838) . Além disso, para Lagoa Bonita do Sul,Herveiras,Vale do Sol,Gramado Xavier e Passo do Sobrado, o ICMS gerado pelo fumo representa mais de 50% da economia local.
Caso as medidas da ANVISA entrem em vigor, acarretarão em prejuízos diretos à manutenção da base econômica dos municípios.
Desde o inicio deste ano, parlamentares gaúchos e representantes do setor fumageiro estão mobilizados para impedir que estas medidas sejam vigoradas. A Comissão de Agricultura,Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Gaúcha juntamente com representantes de entidades relacionadas à produção de tabaco, foram recebidos em Brasília somente na quarta-feira, 30 de março, e reuniram-se com o presidente da ANVISA Dirceu Barbano. Ele recebeu os 165 mil formulários preenchidos sobre as consultas públicas 112 e 117. Os documentos expressam sugestões a favor da produção e comercialização do fumo Burley. Na reunião, Barbano garantiu que o colegiado da agência não tomará nenhuma decisão, que vá contra às políticas públicas do governo. Afirmou que qualquer decisão deverá levar em conta o impacto econômico.

terça-feira, 22 de março de 2011

DO GADO À UVA A VITIVINICULTURA NA REGIÃO DA CAMPANHA NO RS








A produção de uvas vem ganhando espaço onde a pecuária era a principal cultura



O Brasil é, atualmente, o 16º produtor mundial de vinho e o 5º maior consumidor do planeta. No sul e sudeste de nosso país, a produção de uvas é semelhante as clássicas regiões vitivinícolas européias. Com uma colheita por ano no verão e, um período de repouso dos vinhedos no inverno. Hoje a produção de vinho está esparramada por mais de 10 estados e regiões do país. Como exemplo, as regiões do nordeste por ter clima semi-árido, na região do Vale do São Francisco precisamente nos estados de Pernambuco e Bahia surgiram novidades como colheitas sucessivas durante o ano. Esta diversidade é única no mundo. Em um só país ,vários sabores,aromas e diferentes peculiaridades podem ser encontradas dependendo da região onde o vinho é elaborado.



vista típica da Campanha Gaúcha-cortesia Miolo Wine Group


O Rio Grande do Sul, com a tradicional serra gaúcha e seus vinhedos, tem mais uma região aliada a produção de vinhos é na metade sul do estado gaúcho na região da campanha próximo aos paises vizinhos Argentina e Uruguai. Esta região até então sempre foi ligada a atividade pecuária. O pampa gaúcho e suas pastagens nesta região agora dividem seu espaço para o cultivo de videiras espalhadas na imensidão pampeana. Por propiciar uma temperatura média de 17,6ºC e 20,2ºC e a umidade relativa do ar situando entre 71% e 76%. Apresenta uma diversidade ambiental que oportuniza a produção de uvas que originam vinhos com diferentes características de tipicidade dentro da própria região de acordo com as condições climáticas específicas de cada zona de produção. A região da campanha,atualmente com aproximadamente 1500 hectares consolidou-se como produtora de vinhos finos através de um projeto realizado em 1980 através de uma empresa multinacional no município de Santana do Livramento,na fronteira com o Uruguai. Com excelente clima local para atividade de vitivinicultura e, investimentos em tecnologia e a vontade das empresas, a região da campanha vem se destacando e, hoje já produz vinhos de grande qualidade que vêm surpreendendo a vinicultura brasileira. Conheça mais sobre as vinícolas da campanha gaúcha acesse:http://www.sitedovinhobrasileiro.com.br/

quinta-feira, 17 de março de 2011

O BRAFORD NO PAMPA GAÚCHO


Mais qualidade na pecuária gaúcha a raça Braford chegou para ficar









O surgimento desta raça foi em 1947 nos EUA. Nasceu do cruzamento de vacas Brahman e touros Hereford - Brahman. Embora uma linha de sangue não relacionada se formou na Austrália em 1946. Na década de 60 no Brasil, no ano de 1967, o pecuarista gaúcho Rubem Silveira Vasconcellos de Rosário do Sul/RS, iniciou a importação de Zebuínos americanos da raça Brahman visando cruzá-los com bovinos. Logo, os criadores de gado do Rio Grande do Sul, começaram a perceber as vantagens deste cruzamento. Na década de 80, a Associação de Criadores de Hereford e a EMBRAPA-Pecuária Sul Bagé/RS, introduziram a raça Braford no país, tornando-se raça registrada em 1993 pelo Ministério da Agricultura . O Braford, existe em todos os países de pecuária extensiva relevante e, sendo presença atuante na Austrália, Argentina, África do Sul, Estados Unidos e Brasil. As características marcantes da raça Braford são precocidade, temperamento dócil e velocidade de ganho de peso do Hereford com a resistência, rusticidade e longevidade do Brahman. Outra característica dos Brafords é a resistência a insetos, por causa do aumento das glândulas sudoríparas e pele oleosa, herdada do seu patrimônio Brahman. O Médico Veterinário da Merial Brasil -Saúde Animal e Coordenador de Contas Pecuaristas na Região de Santa Maria/RS, Leandro Silva comentou que, os brafords possuem uma maior resistência aos ectoparasitas como mosca do chifre, berne , piolhos sugadores e mastigadores e, principalmente carrapatos. O que leva a uma menor Casuistica de tristeza parasitária bovina (doença transmitida pela saliva do carrapato, moscas e outros vetores como agulha. Outros pontos positivos comentados pelo Veterinário é que a raça possui alta conversão alimentar, precocidade sexual e precocidade de abate. Leandro também salientou que, toda raça feita de cruzamentos absorventes traz também características indesejáveis do zebuíno como temperamento, prepúcio longo, carcaça com menor deposição de gordura. Enfim, pontos considerados negativos se comparados as raças européias. Porém, ainda são motivos de estudos e manejos dirigidos, que estão cada vez mais melhorando a qualidade desta excelente raça. Comentou Leandro.

A qualidade da carne, é outro ponto apresentado por esta raça, que tem carcaça bem conformada,bom perfil muscular alto e rendimento nos cortes. E , o mais importante, tendo cobertura de gordura e marmorização,o que garante o sabor e suculência. O Braford é uma raça sintética formada de 3/8 de sangue Zebuíno (Tabapuã) e 5/8 de sangue europeu (Polled Hereford) . A Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB)http://www.hereford.com.br/, vem trabalhando no seu aperfeiçoamento genético através de diversas parcerias com importantes instituições de pesquisa no país, que fazem com o que o Braford continue evoluindo e conquistando não somente criadores gaúchos, mas de todo o país.