
Leva 10 segundos para chegar ao sistema nervoso central e fazer o efeito, gerando euforia e excitação; respiração e batimentos cardíacos acelerados, seguido de depressão, delírio e "fissura" por novas doses. Essa infelizmente é a rotina daqueles que dependem desta droga que não escolhe nível social.
Pesquisa realizada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS),ao longo de dois anos com 204 jovens que passam a maior parte do tempo nas avenidas de Porto- Alegre, todos já consomem bebidas alcóolicas. Outros dados da pesquisa, relatam que mais de 72% provaram o crack e acima de 40% fazem uso diário ou quase diário da droga. O uso de drogas também agravou a situação de adolescentes que já costumam estar em risco. Dos porto-alegrenses entrevistados 43,6% admitiram ter assaltado após consumir drogas e 39% tiveram relação sexual sem camisinha. Ainda na capital gaúcha , 27% fizeram sexo por dinheiro e, desses 89,1%, usaram crack.
Finalmente o governo federal, parece ter acordado para gravidade da evolução do uso do crack no Brasil e lançou uma campanha institucional alertando para os riscos e problemas que esta droga causa para seus usuários e para as famílias dos mesmos. As ações estratégicas são desde as desarticulações de grandes traficantes que abastecem os considerados chefes locais dos bairros, chegando a assistência aos drogados e as famílias destes dependentes. O investimento chega a R$ 410 milhões de reais em recursos, dentre os quais 13 milhões que serão destinados as àreas curativas com a duplicação dos leitos hospitalares existentes e construção de novos CAPS.
Para prevenção e reprensão ao tráfico de drogas, a pasta do Ministério da Justiça receberá R$ 120 milhões, tendo como uma das metas, a construção de 11 postos de fronteira com policiais especializados em detectar crimes de contrabando e tráfico de drogas. Embora, tal estratégia se mostre ainda pequena para a quantidade de opções marginais existentes para a entrada de drogas no nosso país e para o abastecimento junto aos traficantes.

